https://i2.wp.com/3.bp.blogspot.com/-1L-QMPwnjQw/TonvsdgagcI/AAAAAAAAB2I/_R_eK1ZHewo/s1600/chico_xavier5.jpgEmbora não seja possível apresentar aqui as provas e experiências que demonstram ser falsa a existência da mediunidade, devemos dizer que ela não existe. Não é o “santo” que baixa, nem o espírito que incorpora; não são os espíritos-guias que “encostam”… Não se trata do espírito do morto, e sim do espírito do vivo. É a própria pessoa, seu inconsciente, suas próprias faculdades.

O chamado transe é um obscurecimento das faculdades conscientes; uma exaltação e manifestação de faculdades inconscientes, e pode apresentar toda uma gama de graus: desde a total inconsciência, na qual, depois, não se lembra absolutamente nada, até a total consciência, quando se lembra de tudo. O consciente ficou como testemunha, embora sem poder intervir.

Muitas pessoas dizem que é preciso desenvolver a mediunidade, e se não a desenvolver trará algum prejuízo. Faz-se necessário dizer que é falso afirmar que não desenvolver a mediunidade poderia causar-lhe algum prejuízo. Este seria, aliás, muito maior desenvolvendo, e atingiria não só a você, mas também outras pessoas, principalmente as que vivem ao seu lado.

O verdadeiro desenvolvimento, o amadurecimento, o progresso e a atividade normal de uma pessoa devem efetuar-se na personalidade consciente. Não se trata pois se desenvolver o inconsciente: ele é desordenado e irresponsável. A atividade humana precisa ser mais consciente e controlada possível.

Se facilitarmos a manifestação do inconsciente, talvez o consigam… Porém ele irá tomando cada vez mais a direção da “máquina humana”. Na melhor das hipóteses, a freqüente manifestação do inconsciente terminaria por tornar a vida impossível.

Lembramos aqui uma dramática carta que escrevia uma ex-médium espírita que, mesmo tendo abandonado o espiritismo, não conseguia retomar as “rédeas” da sua personalidade: “Sinceramente, eu me sentia cansada de tudo. Os fenômenos aumentavam dia-a-dia. Ainda me sinto cansada. À medida que vou tendo conversas com uma pessoa ou travo um conhecimento maior, começo a ter intuições, sonhos ou visões. Para lhe ser sincera, ainda não consigo ter noites bem dormidas e tranqüilas; é como se eu não dormisse. Tenho as noites tão intensas quanto os dias, com pesadelos horríveis… Enfim, espero que no futuro isso venha a terminar ou quase terminar”. Só após quatro anos é que essa pessoa começou a sentir-se bem. E como este, conhecemos muitos outros casos igualmente dramáticos, curáveis somente com uma longa psicoterapia.

Além disso, o inconsciente pode chegar a tomar por completo as “rédeas” da atividade humana. E o homem se tornará então um inconsciente… Perderá a autodeterminação consciente, passará a ser mero autômato, desequilibrado. Daí ao manicômio…

As profundezas do inconsciente são incontroláveis. Por isso, junto com o desmaio e as conversas inconscientes com quem está ao lado, paralela a qualquer outra manifestação inconsciente – psicológica ou parapsicológica – pode surgir também uma série de efeitos e tendências doentias.

A interpretação espírita leva – como pela mão – a dupla personalidade ou, até mesmo, a loucura permanente.

“O exercício das chamadas faculdades mediúnicas – escreve Dr. Leme Lopes – é o principal responsável pela transformação psicológica que prepara, facilita e faz explodir alguns quadros mentais de doenças graves. Em se tratando de pessoas com desajuste da afetividade – fronteiriços entre normalidade e doença psicológica – de pessoas com tendências a neurose e a diversas psicopatias, as sessões espíritas constituem “a oportunidade de desencadeamento de reações, que levam ao pleno terreno patológico”.

Não há porque frisar que as manifestações do inconsciente, em especial as parapsicológicas (telepatia, precognição, xenoglossia ou falar línguas, telecinesia ou movimento de objetos sem contato, etc.), forçam demais os nervos. É comum que as pessoas que manifestam esses fenômenos cheguem a violentas crises nervosas.

Nossos nervos pobres e fracos mal agüentam a vida moderna cheia de barulhos, dificuldades econômicas, horários escravizantes, perigos… Diversas experiências tem demonstrado que os nervos se “queimam” com os fenômenos parapsicológicos. É como fazer passar, por uma lâmpada para duzentos volts, uma corrente de dois mil.

 https://i1.wp.com/3.bp.blogspot.com/_waHqo7COehs/TGaeM7yDuuI/AAAAAAAAG5c/R_5_LnwBfN4/s1600/contestado+restos+mortais+m%C3%A9diuns2+(1).JPG

Assim, é preciso tomar cuidado para não se deixar enganar por muitos que se apresentam como parapsicólogos até, mas não tem para isso suficiente estudo. Estes, muitas vezes, apresentam argumentos infundados que não podem convencer: “se Deus nos deu essas faculdades é para que as utilizemos”, ou então, “podemos” fazer bem aos outros”, etc. No estado atual da ciência, este tipo de argumento não pode ser válido.

Deus permite também o câncer, a hanseníase e todas as outras doenças, no entanto, não nos cabem fomentá-las, e sim curá-las. O mesmo se diga dos fenômenos Parapsicológicos e outras manifestações do inconsciente, que são simplesmente, sintomas de desequilíbrio. Os fenômenos Parapsicológicos não são na verdade um dom, mas um defeito a ser corrigido.

Muitos Parapsicólogos – os norte-americanos, principalmente – vinham realizando, em grande número, testes parapsicológicos. As experiências pareciam inofensivas: eram feitas sem transe, alegremente, com um jogo de baralho. A um determinado momento, foi Alen Cohen, de Berkeley University e os Drs. Alyce e Elmer Green, da Menninger Foundation, comprovaram, com uma infinidade de provas, que as experiências Parapsicológicas – mesmo os “brinquedos” com o Baralho Zener! – debilitam a saúde mental de quem a elas se submetem, pois exigem de seus cérebros esforços muito superiores a sua capacidade normal.

Tentar desenvolver a manifestação do inconsciente (muitos usam o nome de mediunidade) pode prejudicar gravemente quem convive com o “médium”. A pessoa com manifestações do inconsciente descontroladas criará, em sua casa, um ambiente insuportável.

Não é nada fácil conviver com quem entra em transe, fala línguas estrangeiras que não aprendeu, troca de voz e de personalidade, mexe e golpeia objetos à distância, dá repentinos shows de crises nervosas… Além disso, outras pessoas propensas podem ser contagiadas. Nas casas popularmente chamadas “mal-assombradas”, é comum constatar que, após algum tempo, outras pessoas unem-se à pessoa original na manifestação de fenômenos.

Há perigo de reação em cadeia – verdadeiras epidemias psíquicas -, como tem acontecido muitas vezes ao longo da história. Temos, no Brasil tristes experiências a respeito. Milhões de pessoas acham-se guiadas e dominadas de “além túmulo”.

Evidentemente, isto não fomenta a responsabilidade pessoal e leva à alienação:

“Despachos”, “feitiços”, “encostos”, “Karma” e outras superstições, escravizam multidões incalculáveis. E o resultado é constatação de o Brasil ser o país de pior índice de saúde mental do mundo!

despacho de macumba

despacho de macumba

Por todos esses motivos, o II Congresso Internacional de Ciências Psíquicas, celebrado em Varsóvia, em 1923, assinava o pedido de proibição de quanto facilitasse a propagação desses fenômenos. “O Congresso emite um voto para que todas as tentativas de produções mediúnicas (em público), assim como as demonstrações públicas dos fenômenos ditos ocultistas, sejam proibidas igualmente em todos os países, em virtude da influência nociva que podem exercer sobre o estado psíquico e nervoso das pessoas mais ou menos sensíveis que as presenciam”.

Lamentavelmente, este voto foi esquecido, se não boicotado, por interesses escusos; e até na televisão e nos cinemas se propaga o transe, a manifestação do inconsciente, inclusive defendendo as mais supersticiosas interpretações.

 

Oscar G. Quevedo S.J. (Padre Quevedo)

Fonte: http://www.divinoespiritosanto.org/parapsicologia.htm

Ectoplasma emanando pelo nariz

Ectoplasmia é um vocábulo que deriva do grego ectos = fora e plasma = coisa formada ou modelada.

Ectoplasma é uma massa mais ou menos  informe, gelatinosa, esbranquiçada, que sai do corpo dos médiuns, ou melhor, das pessoas parapsicologicamente dotadas. portanto, ectoplasmia designa o fenômeno, ectoplasma a substância.

Ectoplasmia é uma exteriorização e condensação de telergia, mais ou menos moldada, capaz de produzir figuras como seja uma mão rudimentar ou figuras humanas. Segundo o parecer de todos os especialistas, é uma energia transformada, a julgar pelas suas variadíssimas funções. O ectoplasma emana do dotado e nele, depois, se reabsorve, uma vez que se forma do corpo do dotado. É como uma prolongação do corpo e da sensibilidade da pessoa em questão.

Ectoplasma envolvendo a dotada parapsicologicamente

                                                                     FRAUDES

Como em todo fenômeno dessa natureza, deve-se primeiro ter o cuidado de excluir completamente a fraude.

Talvez o maior trucador em ectoplasmia tenha sido o médium espírita Ladislas Lassio, natural da Hungria. A médium escocesa Helena Victoria Duncan era considerada pelos espíritas como uma das melhores provas da intervenção dos espíritos do além. Sua especialidade era a ectoplasmia.

Acontece, porém, que o especialista em ilusionismo Harry Price descobriu todo truque, assim a médium caiu do seu pedestal. Tratava-se de regurgitação. Era ela capaz de expelir em parte e reabsorver, no estômago e no esôfago, sem nenhum espasmo  de vômito, as substâncias ingeridas. Aliás uma qualidade rara, que supõe muito treinamento até dar certo.

As técnicas e os instrumentos de truque para produzir ectoplasma são muitos: Tecidos de seda e musselina, gaze de diversos tipos, pulmões de animais, até mesmo cordões umbilicais e intestinos de animais tem-se usado, por incrível que pareça. Um tecido especial de “seda” japonesa de 1,3 cm³ de volume pode formar um balão de cinco metros de diâmetro. Devido ao exíguo volume torna-se fácil esconder esse material de truque em alguma cavidade do corpo humano. As possibilidades de truque, neste particular, são enormes.

                                             SEMELHANÇAS NO MUNDO ANIMAL

Diga-se de passagem que no mundo dos animais observamos diversos fenômenos que lembram a ectoplasmia. Assim, por exemplo, algumas aves de rapina da Venezuela, da família das catárdidas, durante a digestão, emitem pelas narinas um líquido viscoso, esbranquiçado, que se assemelha ao ectoplasma.

Algo parecido se dá com os protozoários. As amebas emitem, do seu corpo celular, pseudópodes; lançam-nos contra suas presas…depois absorvem-nos de novo no seu corpo.

                                          ECTOPLASMIAS AUTÊNTICAS

Eva Carrère foi talvez a dotada que mais se distinguiu na ectoplasmia pura. Foi estudada pelo Dr. Schrenck-Notzing e pela Senhora Bisson. Para evitar toda e qualquer fraude foi adotado o maior rigor possível no controle. Nos anos de 1909 e 1910 saía do corpo de Eva uma substância acinzentada, meio branca em bastante quantidade. Houve ectoplasmias notáveis. Cerca de duzentas pessoas, entre elas as mais céticas e os melhores especialistas neste tipo de investigações, foram convidadas a assistir às sessões, ficando convencidas da autenticidade de muitas ectoplasmias.

Não se nega, evidentemente, a possibilidade e mesmo algum fato de algumas fraudes, em ocasiões em que o controle foi algum tanto negligenciado.

Também Eusápia Palladino produziu, em plena luz, e sob as melhores condições de controle verdadeiras ectoplasmias. E quando o fenômeno não se manifestava lançava de truques, para salvar as aparências.

Experimento sendo realizado com Eusápia palladino
Ectoplasma nada mais é que exteriorização e condensação de telergia mais ou menos moldada

O dotado Willy Schneider foi estudado pelo Dr. Schrenck-Notzing nos anos de 1922 e 23, em Munique. Associaram-se a essas investigações, 24 professores universitários, 18 médicos, 19 cientistas, além de um perito em mágicas. Esteve presente também o Dr. Gustavo Gelley, diretor do “Institut Metapsychique International” de Paris e o Dr. Eric J. Dingwall, cético e excelente parapsicólogo. Todos eles ficaram convencidos da autenticidade das manifestações ectoplasmáticas.

A sala era iluminada com suficiente luz vermelha. Willy estava seguro por dois controladores; além disto seus braços e joelhos estavam munidos de pontos fosforescentes que delatariam qualquer movimento. Willy durante o transe ficava na mais absoluta imobilidade. Os 94 investigadores excluíram todo e qualquer tipo de fraude, tal era o rigor do controle.

Willy foi encerrado numa caixa de gaze, com uma única e estreita abertura, por onde seguravam suas mãos. Fora da caixa de gaze colocavam-se os objetos a movimentar, a um metro e meio de distância. Nessas condições saíam da boca, das costas e do epigástrico de Willy formações ectoplasmáticas que, junto ao corpo do dotado, tinham a forma de cordões, e à medida que iam avançando adquiriam a forma de hastes  e, na extremidade, a forma de mãos rudimentares. Esses ectoplasmas por vezes eram visíveis, outras só se percebiam mediante o tato, apesar da dor intensa que então Willy manifestava com seus gritos. O ectoplasma não atravessava a gaze, mas saía serpenteando e apalpando as mãos dos controladores pela estreita abertura. O ectoplasma realizava pequenas telecinesias, mais raramente com um objeto mais pesado, como seja: certa feita foi transportada uma vitrola de sete quilos e meio de peso. Em algumas ocasiões o ectoplasma atravessou a parede de gaze, fazendo soar depois uma vitrola… Willy, entretanto, permanecia completamente imóvel. Todas as testemunhas qualificadas depuseram, que o fenômeno se deveu a uma projeção de ectoplasma sólido que partiu do lado direito das costas de Willy, em forma de haste fina. O levantamento dum lenço, por movimentos enérgicos, permanecendo no ar por três ou quatro segundos, foi outro fenômeno claramente observado naquela ocasião. O célebre escritor Thomas Mann, que se achava presente nessa determinada sessão observa: “Pensar em truque é um absurdo… não havia absolutamente ninguém para fazê-lo”.

Ectoplasma realizando a telecinesia em uma mesa

Nas experiências em série, realizadas pelo Dr. Crawford, verificamos também o ectoplasma a manifestar-se em forma de alavanca, como em certos casos com Willy Schneider, em figura de haste.

Tanto a alavanca de Crawford, como a haste de Willy apresenta mil formas diferentes e desempenha os trabalhos mais diversos. A alavanca se curva, se inclina, serpenteia, dobra-se dirige-se a um lado ou a outro, estreita-se, alonga-se, de acordo com as exigências do caso.

É claro que o polipsiquismo do grupo pode contribuir muito para o sucesso mais espetacular do fenômeno.

O leitor desejoso de aprofundar esse assunto para sua orientação científica ou ideológica recorra aos dois volumes “As forças Físicas da mente” de ). Quevedo. Aduzi alguns fenômenos dos médiuns acima, por pertencerem ao rol dos mais invocados pelos espíritas, e por outra, serem dos mais bem estudados pelos especialistas no ramo.

FONTE: Trecho do livro “Panorama da Parapsicologia ao alcance de todos – Edições Loyola”

Geralmente as pessoas que se apresentam em transe (estado alterado de consciência) nem sempre serão portadoras de alguma patologia psiquiátrica. Na grande maioria trata-se da influência de elementos socioculturais na representação da realidade.

A influência da cultura nos sentimentos, afetos e comportamentos não devem ser, por si só, tomada como doença mental. Se assim fosse, um cordão de carnaval, aos olhos de outra cultura, por exemplo, poderia ser tomado como um batalhão de dementes.

Vamos então, descrever casos que comportam um diagnóstico médico e psíquico.

Alguns pacientes com Epilepsia do Lóbulo Temporal ou do Sistema Límbico podem sofrer exóticas mudanças de personalidade, tanto sob a forma aguda, durante crises (se houverem) ou, mais curiosamente, entre os ataques. A sintomatologia dessas mudanças de personalidade se dá, comumente, com episódios de êxtase místico, preocupações religiosas, compulsão em falar ou escrever sobre temas metafísicos, orações, estados de êxtase de graça (com sentimentos de bondade extrema).

Se as visões e alterações da personalidade forem muito evidentes nesses pacientes, podemos até falarem Transtorno Psicóticodevido a uma condição médica geral. Esse transtorno é caracterizado por alucinações ou delírios proeminentes, presumivelmente decorrentes dos efeitos fisiológicos diretos de uma condição médica geral sobre o cérebro.

A pessoa que vivencia uma realidade diferente e estimulada por outra pessoa, está sendo sugestionada ou influenciada. Em termos gerais, somos todos sugestionáveis. Isso equivale a dizer que o ser humano é, essencialmente, um imitador.

A força de persuasão da moda, por exemplo, é incontestável, e a própria propaganda e marketing só se viabilizam tomando por base a sugestionabilidade humana.

Mas a sugestão não tem nada a ver com o delírio e com as ideias deliróides. Nessas duas situações, francamente patológicas, a liberdade de deixar de lado o Pensamento Mágico e reassumir o Pensamento Lógico é impossível de ser feito pela força da vontade. Na sugestão, por sua vez, apesar da força do que fora sugerido é possível que a pessoa abandone esse tipo de pensamento de natureza mágica através de seu arbítrio.

Pessoas podem causar sugestões em outras, assim como ambientes também podem influir. Vejamos, por exemplo, as influências sugestivas do ambiente hospitalar, carnavalesco, militar, musical e, evidentemente, religioso.

As forças sugestivas têm vários graus de penetrância, indo da simples propaganda à lavagem cerebral. As pessoas também possuem graus variados de sugestionabilidade, desde o normal até o altamente sugestionável, esse último representado pelas personalidades histéricas.

O sucesso da sugestão está no fato de tratar-se de um apelo dirigido ao sentimento e às emoções, mais do que à razão. E será tão mais forte quanto atender necessidades emocionais. Mas, seja qual for o grau de sugestionabilidade ou de influência, como não se trata de delírio nem de ideia deliróide, será possível reassumir o pensamento realístico através do arbítrio.

Não podemos aceitar, com naturalidade, a afirmativa “não consigo” por parte do paciente. Diante disso temos duas opções: ou, de fato, ele não consegue deixar os pensamentos mágicos voluntariamente, caracterizando o delírio e não uma sugestão e, sendo assim, terá de ter obrigatoriamente outros dados clínicos; ou, certamente, se não tem esses outros dados clínicos necessários ao delírio será, de fato, uma sugestão.

Nesse caso a pessoa consegue sim, desvencilhar-se dos pensamentos mágicos, independente de afirmar que não consegue.  A autossugestão é a mesma coisa que a sugestão, porém, tendo como mola propulsora à influência de elementos internos, motivados pelos valores culturais junto com as necessidades emocionais, e não apenas elementos externos, motivados por outras pessoas.

Casos de sugestão e autossugestão podem ser representados por pessoas que perderam o sossego porque viram vultos na casa, que ficam apavoradas com o aparecimento de feitiço na soleira da casa, que sentem calafrios e perturbações depois de visitarem um terreiro de umbanda. Outras vezes, são pessoas que se julgam muito doentes e que melhoraram sensivelmente quando o último exame médico apresentou resultado negativo, pessoas que saram depois de benzimentos e simpatias, e assim por diante.

Fonte:        http://institutodeparapsicologia.com.br

O aporte existe e é relativamente freqüente. Depende do homem e é produzido pela sua telergia. Pode-se até fazer a análise do que o inconsciente quer manifestar com esses fenômenos: desejo de chamar a atenção, de vingança, de comunicar uma notícia desagradável ou um perigo que adivinha, manifesta carência afetiva, inveja, etc.

Mas como é que a telergia realiza o aporte? Ou seja, como é que a telergia faz objetos atravessarem sozinhos, corpos e obstáculos sólidos e depois fazer com que os objetos aparecerem novamente? Como é que um objeto pode sair de um lugar fechado e aparecer fora dele? Como é que um objeto se desloca sozinho de um lugar para outro? Como é que agulhas podem se desmaterializar, e em forma de energia entrar no corpo e logo materializar-se de novo? Sem infecção, sem ferida, sem perigo… E a vítima corre, caminha…sem dor? Nenhum fisiólogo seria capaz de fazê-lo artificialmente.

No entanto não há impossibilidade na física moderna. O problema é prático.

Uma tentativa de explicação:

1) Trata-se de um efeito físico: um corpo físico em movimento no espaço-tempo e através de obstáculos físicos.

2) A extensão dos corpos (macroscópios, visíveis) é devida a velocidade em movimento circulatório das partículas que os constituem (em função de três variáveis: massa, energia e vetor velocidade)

3) É pela maior ou menor velocidade das suas partículas que os objetos são mais ou menos extensos e que nos dão a ilusão de continuidade.

4) Mas os corpos, na realidade profunda, são como redes de partículas microscópicas (massa-energia).

5) A massa (quantidade de matéria, coeficiente de inércia) é mínima em relação à energia e velocidade.

6) Ora, todo corpo é permeável para qualquer forma de energia e velocidade superiores à sua. Por exemplo, o magnetismo: a energia radiante do campo eletro magnético atravessa qualquer campo porque tem a velocidade da luz (300.000 km/s) que é superior à velocidade molecular (27.000 km/s) dos corpos atravessados.

7) Mais ainda, a própria massa dos corpos em movimento varia com a velocidade, segundo um dos teoremas da teoria da relatividade de Einstein.

8) Também está demonstrado por experiência de laboratório (desintegração de átomos, etc) que a massa pode se transformar em energia.

9) Se a velocidade de um objeto supera a velocidade molecular, então esse objeto desintegra-se, porque vence a força de atração das partículas que o constituem.

Tendo-se tudo isto em vista, o aporte seria explicado teoricamente pelo influxo do homem na velocidade. O doente parapsicológico poderia exercer um influxo dentro do seu campo de forças, em forma de energia neuropsíquica (dinâmica cerebral) sobre a velocidade e atração das partículas (ou moléculas) que constituem os objetos.

Cabem três hipóteses:

a) O doente parapsicológico imprime ao objeto do aporte velocidade superior à das partículas que constituem determinada área do obstáculo: o objeto atravessa então esta área do obstáculo.

b) Transforma a massa do objeto em energia: o objeto “desaparece” e a sua energia atravessa qualquer obstáculo.

c) Exerce o influxo em determinada área do obstáculo, diminuindo ou neutralizando (durante um décimo de segundo), a velocidade molecular: essa área do objeto ficaria praticamente sem massa, permeável.

Estátuas de Virgens que choram e de Cristos que sangram

 Foram ou não, realmente Milagres, os fatos relatados sobre imagens das virgens que choram e Cristos que sangram?

Certamente Não.

Jamais uma estátua de Virgem chorou ou um crucifixo sangrou estando a mais de 50 metros de distância de alguma pessoa. Geralmente a menos de três ou quatro metros de um doente parapsicológico.

São lágrimas e sangue desta pessoa.

Na cidade de Akita (Japão), ninguém ligaria para as pretensões de uma religiosa de 40 anos, quando assegura receber mensagens da SS. Virgem. Mas o fato que deixou perplexo ao senhor Bispo, ao capelão, à comunidade, aos “técnicos” em mística.É que uma estátua da SS. Virgem, perante aquela pessoa, às vezes sangra numa mão, chorou várias vezes e até tem suado profundamente. Analisados por um professor da Universidade de Akita, verificou-se que eram sangue, lágrimas e suor humanos.

Unicamente o jesuíta Pe. Antonio G. Evangelista me consultou e compreendeu que a história cheia de fenômenos histéricos e parapsicológicos da “vidente” é um forte argumento a favor da origem meramente parapsicológica do fato.

“Não foi fraude. São muitos e dignos de fé os testemunhos. Inteligentemente acha, com toda razão, um dado psicológico interessante: é que a vidente está sempre por perto quando acontecem estes fenômenos e sente medo, como senso de culpabilidade.”

Lastima porém, que não analisaram as lágrimas, sangue e suor da própria vidente. Seriam sem dúvida, do mesmo tipo que as gotas que corriam sobre a imagem as SS. Virgem.

O que vem causando maior desafio, sem dúvida, é o de N. Sra da Rosa Mística, em Louveira(SP), que chamou a atenção do arcebispo de Jundiaí, o qual procurou peritos da Universidade de Campinas (UNICAMP) para estudarem o caso.

Várias vezes a estátua lacrimejou e não somente no dia 13 de cada mês.

Os técnicos da Unicamp estão querendo tomar o caminho mais plausível: transladar a imagem para os laboratórios da UNICAMP, onde haveria recursos para maior rigor no acompanhamento científico do fato.

Feito isso, o caso estaria praticamente solucionado e o fenômeno certamente deixaria de acontecer, pelo menos enquanto a imagem estivesse na UNICAMP, pois ela estaria a mais de 50 metros da pessoa causadora do fenômeno.

É realmente admirável, mas a realidade é que o ser humano, inconscientemente, sem nem sequer suspeitar que ele mesmo é o autor, pode fazer com que um objeto atravesse qualquer obstáculo e apareça de novo.

Agulhas atravessam a própria pele sem ferida, o sangue sai do corpo, passa pela roupa sem manchá-la, e cai sobre o Cristo. Os objetos (copos,talheres, etc) atravessam paredes, vidros, madeiras, sem rompê-los, e de novo aparecem repentinamente do outro lado, a uns metros de distância. O fenômeno é chamado Aporte, em Parapsicologia.

Em Itu (SP), dentro de uma urna de madeira e vidro, chorava um santinho de N. Sra Aparecida, e sangrava abundantemente, uma estatueta de Cristo.

Foi muito fácil verificar que o aporte era realizado por Dona Hermínia, a dona da casa. Nem a virgem chorou, nem o cristo sangrou quando Dona Hermínia estava longe.

Estando ela a bem menos de 50 metros, suas lágrimas e seu sangue chegavam ao santinho e à estátua através da parede, ou da porta fechada, através da madeira e do vidro da urna que eu mesmo tinha lacrado. Eram mesmo lágrimas de Dona Hermínia: o mesmo fator RH, o mesmo número de glóbulos brancos e glóbulos vermelhos…como verificamos depois.

Escolhi alguns dos muitos caso sem ambiente religioso. É claro que há casos análogos em todos os ambientes. No Brasil se fez famoso o caso do pôster de D. “Santinha” (Maria das Neves Marques). Sobre a fotografia da defunta e perante toda classe de testemunhas, escorriam lágrimas. Eram lágrimas mesmo. O fenômeno começou quando a dona da casa D. Maria das Neves Medeiros, no quarto onde estava a fotografia da mãe, contava um sonho que tivera a respeito dela. Logo muitas pessoas vieram com explicações mirabolantes como por exemplo: os mortos estariam se comunicando.

 Será necessário lembrar que os mortos não tem sangue dos vivos???

Um detalhe importante em todos os casos de aporte (e para qualquer fenômeno parapsicológico de efeito físico): afastem da casa, a mais de 50 metros, todas as pessoas; e encham a casa de filmadoras, gravadores, máquinas fotográficas automáticas, sensores de movimento, sensores de calor, etc…NADA ACONTECE.

É absolutamente necessário a presença do ser humano. Porque é a sua Telergia, a sua energia corporal transformada e exteriorizada (dirigida pelo inconsciente) a responsável pelo fenômeno aqui e agora. Não age sobre o passado, nem no futuro.

Oscar G. Quevedo S.J

Possessão demoníaca??

Publicado: novembro 23, 2012 em Demonologia
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Documentário da Discovery Channel: Possuídos- Demônios são capazes de possuir uma pessoa?

Todos os nossos atos psíquicos, de qualquer espécie, conscientes ou inconscientes, pensamentos, recordações, sentimentos; se traduzem ou são acompanhados por reflexos físicos de diversas ordens. Por exemplo, um falar muito diminuído, muito suave, muito subterrâneo; umas emanações do tipo magnético detectadas hoje e medidas pelos russos, de uma hiperfrequência notável; uns reflexos na pele, reflexos também motores, etc.

Através deste mecanismo, os pensamentos de qualquer pessoa passam às pessoas que estão presentes; tudo o que nós sentimos e imaginamos passa e não pode deixar de passar às pessoas que estão presentes. Essas pessoas, inconscientemente, captam de uma forma direta, os reflexos sensoriais e indiretamente os pensamentos ou os atos psíquicos que os provocaram. Este é o mecanismo da Faculdade Hiperestesia Indireta do Pensamento, a HIP, mecanismo certamente complexo, impossível de ser explicado em poucas palavras.

Tudo o que as pessoas presentes sabem, o inconsciente também sabe. É lógico, portanto, que algumas vezes o manifeste. A HIP se revela de duas maneiras: por contato ou sem contato. Quando é por contato, chamamo-la cumberlandismo, por ser Eduardo Cumberland, o primeiro a descobri-lo e a apresentá-lo, inclusive, em demonstrações públicas.

Muito conhecida tornou-se a menina Ilga K, de Trapene (Letônia). Filhas de pais sãos, desenvolveu-se normalmente, mas intelectualmente, permaneceu muito atrasada. Aos oito anos balbuciava como uma criança de dois. Nunca aprendeu a ler, nem a calcular. Não passou do conhecimento isolado das letras e dos algarismos. Pois bem, aos nove anos, apesar de ser incapaz de ler e calcular, quando se concentrava, Ilga lia qualquer parágrafo em qualquer língua incluindo Latim e Grego antigo; resolvia problemas matemáticos, contanto que alguém (principalmente sua mãe) os tivesse em sua presença, lendo mentalmente o mesmo parágrafo ou pensando na solução do problema. Discutia com professores universitários sobre qualquer tema: “sabia” (sem compreender nada) ; tanta matemática quanto os professores de ciências exatas; discutia com os catedráticos de medicina…(captava por HIP, a resposta dos próprios pesquisadores)

Investigações sucessivas, rigorosas, continuadas; de especialistas de vários países demonstraram que se tratava de um caso de manifestação de HIP-Hiperestesia Indireta do Pensamento- Nosso inconsciente, às vezes, pode manifestar (casos especiais ou pessoas especiais) tudo o que as pessoas presentes (a poucos metros, pois depende dos sentidos) conhecem, incluindo conhecimentos inconscientes. Nosso inconsciente é um sábio prodigioso.

Texto extraído do livro “O que é Parapsicologia”de Oscar G. Quevedo- Edições Loyola.

Nosso inconsciente é um perfeitíssimo gravador, ao qual nada escapa, em qualquer fase de nossa vida. A própria palavra “pantomnésia”, na sua origem etimológica significa memória de tudo. Registra tudo e nada esquece. Por incrível que pareça essas gravações funcionam desde os primeiros dias de vida. Fizeram experiências com crianças de poucos dias, lendo pra elas longos trechos de livros. Mais tarde, já adultos, submetidos à hipnose, repetiram com perfeição o que em tão tenra idade ouviram sem entender absolutamente nada. Isso prova que o inconsciente de uma criança é um ótimo gravador.

Já Swedenborg (1688-1772) entreviu esse fato, hoje cientificamente comprovado. “Tudo aquilo que o homem ouve, vê ou sente de qualquer modo, insinua-se como ideias ou fins, em sua memória interior, sem ciência dele; e tudo aí se conserva, sem nada se perder, ainda que as mesmas coisas fiquem obliteradas em sua memória. A memória interior, contudo, é tal que nela se acham inscritos todos os fatos particulares e íntimos que em qualquer tempo pensou, falou e fez, e , mesmo os que lhe apareceram como uma sombra, com as mais minuciosas circunstâncias, desde a sua primeira infância à sua extrema velhice”.

Quase todos os casos de “já visto” (“dejá vu”) se explicam pela memória do inconsciente. É relativamente frequente o caso de pessoas que, chegando a determinado lugar, declaram que já o conhecem, sem nunca terem estado lá. E se fizermos testes exatos apuraremos que dão realmente certo.

O Pe. Oscar Quevedo pesquisou um caso no Rio Grande do Sul, que produziu confusão numa família pelo que sucedeu com uma de suas filhas.

Uma jovem de 16 anos ao visitar, certo dia, um grupo escolar, percebeu que já o conhecia, apesar de nunca ter estado nele. As professoras do grupo, impressionadas pelo fato, fizeram algumas experiências e, com efeito, a jovem descrevia as salas antes de abrirem-se as portas. havia somente uma falha: disse que uma sala era o gabinete da diretora, quando na realidade era o aposento onde se guardavam os utensílios para a limpeza. Os familiares da jovem estavam angustiados, porque alguns espíritas tinham-lhes dito que isso era prova evidente de que a menina tinha estado naquele colégio numa reencarnação anterior, teoria que eles, como católicos, não podiam admitir. Diga-se de passagem, como seria isso possível, se aquela escola ainda não existia?!

As averiguações que se realizaram comprovaram, em primeiro lugar, que só durante o primeiro ano de funcionamento do grupo aquele quarto que a jovem designava como gabinete da diretora o fora de fato. Atualmente, nenhuma professora do colégio sabia disso, pois todas eram mais recentes na casa. E foi precisamente naquele ano de inauguração do grupo, que uma tia da jovem esteve visitando o grupo, levando-a no colo, sendo ela então uma criança de uma ano de idade.

Além disto nosso inconsciente assimila questões difíceis. Ele é capaz de reproduzir, com toda perfeição, conhecimentos que o consciente ignora, como seja o caso daquele açougueiro “que num acesso de mania, recitava páginas e páginas da ‘Fedra’, de Racine. Curado de sua mania, por mais esforços que fizesse, não conseguia recordar-se de um verso sequer. Declarou ter ouvido uma só vez a leitura dessa tragédia quando pequeno”.

Nossa memória inconsciente funciona como gravador ao longo de toda nossa vida, até a extrema anciania, até a morte. Por vezes despertam lembranças esquecidas desde decênios.

Mesmo na lida diária, o inconsciente, através do sonho, pode ajudar-nos a reencontrar objetos perdidos. A hipnose, que atinge as camadas do inconsciente, é também, por seu turno uma via muito eficiente para achar coisas extraviadas. A literatura especializada é pródiga em referir exemplos ilustrativos. Concluindo, podemos afirmar que todos os atos normais, extranormais, paranormais, conscientes ou inconscientes, arquivam-se para sempre na nossa memória inconsciente desde os primeiros dias de nossa existência. É o que se denomina de “pantomnésia”, em parapsicologia.

(Trecho do livro: Panorama da Parapsicologia ao alcance de todos- Edvino Augusto Friderichs-Editora Loyola)