Aporte

O aporte existe e é relativamente freqüente. Depende do homem e é produzido pela sua telergia. Pode-se até fazer a análise do que o inconsciente quer manifestar com esses fenômenos: desejo de chamar a atenção, de vingança, de comunicar uma notícia desagradável ou um perigo que adivinha, manifesta carência afetiva, inveja, etc.

Mas como é que a telergia realiza o aporte? Ou seja, como é que a telergia faz objetos atravessarem sozinhos, corpos e obstáculos sólidos e depois fazer com que os objetos aparecerem novamente? Como é que um objeto pode sair de um lugar fechado e aparecer fora dele? Como é que um objeto se desloca sozinho de um lugar para outro? Como é que agulhas podem se desmaterializar, e em forma de energia entrar no corpo e logo materializar-se de novo? Sem infecção, sem ferida, sem perigo… E a vítima corre, caminha…sem dor? Nenhum fisiólogo seria capaz de fazê-lo artificialmente.

No entanto não há impossibilidade na física moderna. O problema é prático.

Uma tentativa de explicação:

1) Trata-se de um efeito físico: um corpo físico em movimento no espaço-tempo e através de obstáculos físicos.

2) A extensão dos corpos (macroscópios, visíveis) é devida a velocidade em movimento circulatório das partículas que os constituem (em função de três variáveis: massa, energia e vetor velocidade)

3) É pela maior ou menor velocidade das suas partículas que os objetos são mais ou menos extensos e que nos dão a ilusão de continuidade.

4) Mas os corpos, na realidade profunda, são como redes de partículas microscópicas (massa-energia).

5) A massa (quantidade de matéria, coeficiente de inércia) é mínima em relação à energia e velocidade.

6) Ora, todo corpo é permeável para qualquer forma de energia e velocidade superiores à sua. Por exemplo, o magnetismo: a energia radiante do campo eletro magnético atravessa qualquer campo porque tem a velocidade da luz (300.000 km/s) que é superior à velocidade molecular (27.000 km/s) dos corpos atravessados.

7) Mais ainda, a própria massa dos corpos em movimento varia com a velocidade, segundo um dos teoremas da teoria da relatividade de Einstein.

8) Também está demonstrado por experiência de laboratório (desintegração de átomos, etc) que a massa pode se transformar em energia.

9) Se a velocidade de um objeto supera a velocidade molecular, então esse objeto desintegra-se, porque vence a força de atração das partículas que o constituem.

Tendo-se tudo isto em vista, o aporte seria explicado teoricamente pelo influxo do homem na velocidade. O doente parapsicológico poderia exercer um influxo dentro do seu campo de forças, em forma de energia neuropsíquica (dinâmica cerebral) sobre a velocidade e atração das partículas (ou moléculas) que constituem os objetos.

Cabem três hipóteses:

a) O doente parapsicológico imprime ao objeto do aporte velocidade superior à das partículas que constituem determinada área do obstáculo: o objeto atravessa então esta área do obstáculo.

b) Transforma a massa do objeto em energia: o objeto “desaparece” e a sua energia atravessa qualquer obstáculo.

c) Exerce o influxo em determinada área do obstáculo, diminuindo ou neutralizando (durante um décimo de segundo), a velocidade molecular: essa área do objeto ficaria praticamente sem massa, permeável.

Estátuas de Virgens que choram e de Cristos que sangram

 Foram ou não, realmente Milagres, os fatos relatados sobre imagens das virgens que choram e Cristos que sangram?

Certamente Não.

Jamais uma estátua de Virgem chorou ou um crucifixo sangrou estando a mais de 50 metros de distância de alguma pessoa. Geralmente a menos de três ou quatro metros de um doente parapsicológico.

São lágrimas e sangue desta pessoa.

Na cidade de Akita (Japão), ninguém ligaria para as pretensões de uma religiosa de 40 anos, quando assegura receber mensagens da SS. Virgem. Mas o fato que deixou perplexo ao senhor Bispo, ao capelão, à comunidade, aos “técnicos” em mística.É que uma estátua da SS. Virgem, perante aquela pessoa, às vezes sangra numa mão, chorou várias vezes e até tem suado profundamente. Analisados por um professor da Universidade de Akita, verificou-se que eram sangue, lágrimas e suor humanos.

Unicamente o jesuíta Pe. Antonio G. Evangelista me consultou e compreendeu que a história cheia de fenômenos histéricos e parapsicológicos da “vidente” é um forte argumento a favor da origem meramente parapsicológica do fato.

“Não foi fraude. São muitos e dignos de fé os testemunhos. Inteligentemente acha, com toda razão, um dado psicológico interessante: é que a vidente está sempre por perto quando acontecem estes fenômenos e sente medo, como senso de culpabilidade.”

Lastima porém, que não analisaram as lágrimas, sangue e suor da própria vidente. Seriam sem dúvida, do mesmo tipo que as gotas que corriam sobre a imagem as SS. Virgem.

O que vem causando maior desafio, sem dúvida, é o de N. Sra da Rosa Mística, em Louveira(SP), que chamou a atenção do arcebispo de Jundiaí, o qual procurou peritos da Universidade de Campinas (UNICAMP) para estudarem o caso.

Várias vezes a estátua lacrimejou e não somente no dia 13 de cada mês.

Os técnicos da Unicamp estão querendo tomar o caminho mais plausível: transladar a imagem para os laboratórios da UNICAMP, onde haveria recursos para maior rigor no acompanhamento científico do fato.

Feito isso, o caso estaria praticamente solucionado e o fenômeno certamente deixaria de acontecer, pelo menos enquanto a imagem estivesse na UNICAMP, pois ela estaria a mais de 50 metros da pessoa causadora do fenômeno.

É realmente admirável, mas a realidade é que o ser humano, inconscientemente, sem nem sequer suspeitar que ele mesmo é o autor, pode fazer com que um objeto atravesse qualquer obstáculo e apareça de novo.

Agulhas atravessam a própria pele sem ferida, o sangue sai do corpo, passa pela roupa sem manchá-la, e cai sobre o Cristo. Os objetos (copos,talheres, etc) atravessam paredes, vidros, madeiras, sem rompê-los, e de novo aparecem repentinamente do outro lado, a uns metros de distância. O fenômeno é chamado Aporte, em Parapsicologia.

Em Itu (SP), dentro de uma urna de madeira e vidro, chorava um santinho de N. Sra Aparecida, e sangrava abundantemente, uma estatueta de Cristo.

Foi muito fácil verificar que o aporte era realizado por Dona Hermínia, a dona da casa. Nem a virgem chorou, nem o cristo sangrou quando Dona Hermínia estava longe.

Estando ela a bem menos de 50 metros, suas lágrimas e seu sangue chegavam ao santinho e à estátua através da parede, ou da porta fechada, através da madeira e do vidro da urna que eu mesmo tinha lacrado. Eram mesmo lágrimas de Dona Hermínia: o mesmo fator RH, o mesmo número de glóbulos brancos e glóbulos vermelhos…como verificamos depois.

Escolhi alguns dos muitos caso sem ambiente religioso. É claro que há casos análogos em todos os ambientes. No Brasil se fez famoso o caso do pôster de D. “Santinha” (Maria das Neves Marques). Sobre a fotografia da defunta e perante toda classe de testemunhas, escorriam lágrimas. Eram lágrimas mesmo. O fenômeno começou quando a dona da casa D. Maria das Neves Medeiros, no quarto onde estava a fotografia da mãe, contava um sonho que tivera a respeito dela. Logo muitas pessoas vieram com explicações mirabolantes como por exemplo: os mortos estariam se comunicando.

 Será necessário lembrar que os mortos não tem sangue dos vivos???

Um detalhe importante em todos os casos de aporte (e para qualquer fenômeno parapsicológico de efeito físico): afastem da casa, a mais de 50 metros, todas as pessoas; e encham a casa de filmadoras, gravadores, máquinas fotográficas automáticas, sensores de movimento, sensores de calor, etc…NADA ACONTECE.

É absolutamente necessário a presença do ser humano. Porque é a sua Telergia, a sua energia corporal transformada e exteriorizada (dirigida pelo inconsciente) a responsável pelo fenômeno aqui e agora. Não age sobre o passado, nem no futuro.

Oscar G. Quevedo S.J

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