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https://i2.wp.com/3.bp.blogspot.com/-1L-QMPwnjQw/TonvsdgagcI/AAAAAAAAB2I/_R_eK1ZHewo/s1600/chico_xavier5.jpgEmbora não seja possível apresentar aqui as provas e experiências que demonstram ser falsa a existência da mediunidade, devemos dizer que ela não existe. Não é o “santo” que baixa, nem o espírito que incorpora; não são os espíritos-guias que “encostam”… Não se trata do espírito do morto, e sim do espírito do vivo. É a própria pessoa, seu inconsciente, suas próprias faculdades.

O chamado transe é um obscurecimento das faculdades conscientes; uma exaltação e manifestação de faculdades inconscientes, e pode apresentar toda uma gama de graus: desde a total inconsciência, na qual, depois, não se lembra absolutamente nada, até a total consciência, quando se lembra de tudo. O consciente ficou como testemunha, embora sem poder intervir.

Muitas pessoas dizem que é preciso desenvolver a mediunidade, e se não a desenvolver trará algum prejuízo. Faz-se necessário dizer que é falso afirmar que não desenvolver a mediunidade poderia causar-lhe algum prejuízo. Este seria, aliás, muito maior desenvolvendo, e atingiria não só a você, mas também outras pessoas, principalmente as que vivem ao seu lado.

O verdadeiro desenvolvimento, o amadurecimento, o progresso e a atividade normal de uma pessoa devem efetuar-se na personalidade consciente. Não se trata pois se desenvolver o inconsciente: ele é desordenado e irresponsável. A atividade humana precisa ser mais consciente e controlada possível.

Se facilitarmos a manifestação do inconsciente, talvez o consigam… Porém ele irá tomando cada vez mais a direção da “máquina humana”. Na melhor das hipóteses, a freqüente manifestação do inconsciente terminaria por tornar a vida impossível.

Lembramos aqui uma dramática carta que escrevia uma ex-médium espírita que, mesmo tendo abandonado o espiritismo, não conseguia retomar as “rédeas” da sua personalidade: “Sinceramente, eu me sentia cansada de tudo. Os fenômenos aumentavam dia-a-dia. Ainda me sinto cansada. À medida que vou tendo conversas com uma pessoa ou travo um conhecimento maior, começo a ter intuições, sonhos ou visões. Para lhe ser sincera, ainda não consigo ter noites bem dormidas e tranqüilas; é como se eu não dormisse. Tenho as noites tão intensas quanto os dias, com pesadelos horríveis… Enfim, espero que no futuro isso venha a terminar ou quase terminar”. Só após quatro anos é que essa pessoa começou a sentir-se bem. E como este, conhecemos muitos outros casos igualmente dramáticos, curáveis somente com uma longa psicoterapia.

Além disso, o inconsciente pode chegar a tomar por completo as “rédeas” da atividade humana. E o homem se tornará então um inconsciente… Perderá a autodeterminação consciente, passará a ser mero autômato, desequilibrado. Daí ao manicômio…

As profundezas do inconsciente são incontroláveis. Por isso, junto com o desmaio e as conversas inconscientes com quem está ao lado, paralela a qualquer outra manifestação inconsciente – psicológica ou parapsicológica – pode surgir também uma série de efeitos e tendências doentias.

A interpretação espírita leva – como pela mão – a dupla personalidade ou, até mesmo, a loucura permanente.

“O exercício das chamadas faculdades mediúnicas – escreve Dr. Leme Lopes – é o principal responsável pela transformação psicológica que prepara, facilita e faz explodir alguns quadros mentais de doenças graves. Em se tratando de pessoas com desajuste da afetividade – fronteiriços entre normalidade e doença psicológica – de pessoas com tendências a neurose e a diversas psicopatias, as sessões espíritas constituem “a oportunidade de desencadeamento de reações, que levam ao pleno terreno patológico”.

Não há porque frisar que as manifestações do inconsciente, em especial as parapsicológicas (telepatia, precognição, xenoglossia ou falar línguas, telecinesia ou movimento de objetos sem contato, etc.), forçam demais os nervos. É comum que as pessoas que manifestam esses fenômenos cheguem a violentas crises nervosas.

Nossos nervos pobres e fracos mal agüentam a vida moderna cheia de barulhos, dificuldades econômicas, horários escravizantes, perigos… Diversas experiências tem demonstrado que os nervos se “queimam” com os fenômenos parapsicológicos. É como fazer passar, por uma lâmpada para duzentos volts, uma corrente de dois mil.

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Assim, é preciso tomar cuidado para não se deixar enganar por muitos que se apresentam como parapsicólogos até, mas não tem para isso suficiente estudo. Estes, muitas vezes, apresentam argumentos infundados que não podem convencer: “se Deus nos deu essas faculdades é para que as utilizemos”, ou então, “podemos” fazer bem aos outros”, etc. No estado atual da ciência, este tipo de argumento não pode ser válido.

Deus permite também o câncer, a hanseníase e todas as outras doenças, no entanto, não nos cabem fomentá-las, e sim curá-las. O mesmo se diga dos fenômenos Parapsicológicos e outras manifestações do inconsciente, que são simplesmente, sintomas de desequilíbrio. Os fenômenos Parapsicológicos não são na verdade um dom, mas um defeito a ser corrigido.

Muitos Parapsicólogos – os norte-americanos, principalmente – vinham realizando, em grande número, testes parapsicológicos. As experiências pareciam inofensivas: eram feitas sem transe, alegremente, com um jogo de baralho. A um determinado momento, foi Alen Cohen, de Berkeley University e os Drs. Alyce e Elmer Green, da Menninger Foundation, comprovaram, com uma infinidade de provas, que as experiências Parapsicológicas – mesmo os “brinquedos” com o Baralho Zener! – debilitam a saúde mental de quem a elas se submetem, pois exigem de seus cérebros esforços muito superiores a sua capacidade normal.

Tentar desenvolver a manifestação do inconsciente (muitos usam o nome de mediunidade) pode prejudicar gravemente quem convive com o “médium”. A pessoa com manifestações do inconsciente descontroladas criará, em sua casa, um ambiente insuportável.

Não é nada fácil conviver com quem entra em transe, fala línguas estrangeiras que não aprendeu, troca de voz e de personalidade, mexe e golpeia objetos à distância, dá repentinos shows de crises nervosas… Além disso, outras pessoas propensas podem ser contagiadas. Nas casas popularmente chamadas “mal-assombradas”, é comum constatar que, após algum tempo, outras pessoas unem-se à pessoa original na manifestação de fenômenos.

Há perigo de reação em cadeia – verdadeiras epidemias psíquicas -, como tem acontecido muitas vezes ao longo da história. Temos, no Brasil tristes experiências a respeito. Milhões de pessoas acham-se guiadas e dominadas de “além túmulo”.

Evidentemente, isto não fomenta a responsabilidade pessoal e leva à alienação:

“Despachos”, “feitiços”, “encostos”, “Karma” e outras superstições, escravizam multidões incalculáveis. E o resultado é constatação de o Brasil ser o país de pior índice de saúde mental do mundo!

despacho de macumba

despacho de macumba

Por todos esses motivos, o II Congresso Internacional de Ciências Psíquicas, celebrado em Varsóvia, em 1923, assinava o pedido de proibição de quanto facilitasse a propagação desses fenômenos. “O Congresso emite um voto para que todas as tentativas de produções mediúnicas (em público), assim como as demonstrações públicas dos fenômenos ditos ocultistas, sejam proibidas igualmente em todos os países, em virtude da influência nociva que podem exercer sobre o estado psíquico e nervoso das pessoas mais ou menos sensíveis que as presenciam”.

Lamentavelmente, este voto foi esquecido, se não boicotado, por interesses escusos; e até na televisão e nos cinemas se propaga o transe, a manifestação do inconsciente, inclusive defendendo as mais supersticiosas interpretações.

 

Oscar G. Quevedo S.J. (Padre Quevedo)

Fonte: http://www.divinoespiritosanto.org/parapsicologia.htm

Todos os nossos atos psíquicos, de qualquer espécie, conscientes ou inconscientes, pensamentos, recordações, sentimentos; se traduzem ou são acompanhados por reflexos físicos de diversas ordens. Por exemplo, um falar muito diminuído, muito suave, muito subterrâneo; umas emanações do tipo magnético detectadas hoje e medidas pelos russos, de uma hiperfrequência notável; uns reflexos na pele, reflexos também motores, etc.

Através deste mecanismo, os pensamentos de qualquer pessoa passam às pessoas que estão presentes; tudo o que nós sentimos e imaginamos passa e não pode deixar de passar às pessoas que estão presentes. Essas pessoas, inconscientemente, captam de uma forma direta, os reflexos sensoriais e indiretamente os pensamentos ou os atos psíquicos que os provocaram. Este é o mecanismo da Faculdade Hiperestesia Indireta do Pensamento, a HIP, mecanismo certamente complexo, impossível de ser explicado em poucas palavras.

Tudo o que as pessoas presentes sabem, o inconsciente também sabe. É lógico, portanto, que algumas vezes o manifeste. A HIP se revela de duas maneiras: por contato ou sem contato. Quando é por contato, chamamo-la cumberlandismo, por ser Eduardo Cumberland, o primeiro a descobri-lo e a apresentá-lo, inclusive, em demonstrações públicas.

Muito conhecida tornou-se a menina Ilga K, de Trapene (Letônia). Filhas de pais sãos, desenvolveu-se normalmente, mas intelectualmente, permaneceu muito atrasada. Aos oito anos balbuciava como uma criança de dois. Nunca aprendeu a ler, nem a calcular. Não passou do conhecimento isolado das letras e dos algarismos. Pois bem, aos nove anos, apesar de ser incapaz de ler e calcular, quando se concentrava, Ilga lia qualquer parágrafo em qualquer língua incluindo Latim e Grego antigo; resolvia problemas matemáticos, contanto que alguém (principalmente sua mãe) os tivesse em sua presença, lendo mentalmente o mesmo parágrafo ou pensando na solução do problema. Discutia com professores universitários sobre qualquer tema: “sabia” (sem compreender nada) ; tanta matemática quanto os professores de ciências exatas; discutia com os catedráticos de medicina…(captava por HIP, a resposta dos próprios pesquisadores)

Investigações sucessivas, rigorosas, continuadas; de especialistas de vários países demonstraram que se tratava de um caso de manifestação de HIP-Hiperestesia Indireta do Pensamento- Nosso inconsciente, às vezes, pode manifestar (casos especiais ou pessoas especiais) tudo o que as pessoas presentes (a poucos metros, pois depende dos sentidos) conhecem, incluindo conhecimentos inconscientes. Nosso inconsciente é um sábio prodigioso.

Texto extraído do livro “O que é Parapsicologia”de Oscar G. Quevedo- Edições Loyola.

Nosso inconsciente é um perfeitíssimo gravador, ao qual nada escapa, em qualquer fase de nossa vida. A própria palavra “pantomnésia”, na sua origem etimológica significa memória de tudo. Registra tudo e nada esquece. Por incrível que pareça essas gravações funcionam desde os primeiros dias de vida. Fizeram experiências com crianças de poucos dias, lendo pra elas longos trechos de livros. Mais tarde, já adultos, submetidos à hipnose, repetiram com perfeição o que em tão tenra idade ouviram sem entender absolutamente nada. Isso prova que o inconsciente de uma criança é um ótimo gravador.

Já Swedenborg (1688-1772) entreviu esse fato, hoje cientificamente comprovado. “Tudo aquilo que o homem ouve, vê ou sente de qualquer modo, insinua-se como ideias ou fins, em sua memória interior, sem ciência dele; e tudo aí se conserva, sem nada se perder, ainda que as mesmas coisas fiquem obliteradas em sua memória. A memória interior, contudo, é tal que nela se acham inscritos todos os fatos particulares e íntimos que em qualquer tempo pensou, falou e fez, e , mesmo os que lhe apareceram como uma sombra, com as mais minuciosas circunstâncias, desde a sua primeira infância à sua extrema velhice”.

Quase todos os casos de “já visto” (“dejá vu”) se explicam pela memória do inconsciente. É relativamente frequente o caso de pessoas que, chegando a determinado lugar, declaram que já o conhecem, sem nunca terem estado lá. E se fizermos testes exatos apuraremos que dão realmente certo.

O Pe. Oscar Quevedo pesquisou um caso no Rio Grande do Sul, que produziu confusão numa família pelo que sucedeu com uma de suas filhas.

Uma jovem de 16 anos ao visitar, certo dia, um grupo escolar, percebeu que já o conhecia, apesar de nunca ter estado nele. As professoras do grupo, impressionadas pelo fato, fizeram algumas experiências e, com efeito, a jovem descrevia as salas antes de abrirem-se as portas. havia somente uma falha: disse que uma sala era o gabinete da diretora, quando na realidade era o aposento onde se guardavam os utensílios para a limpeza. Os familiares da jovem estavam angustiados, porque alguns espíritas tinham-lhes dito que isso era prova evidente de que a menina tinha estado naquele colégio numa reencarnação anterior, teoria que eles, como católicos, não podiam admitir. Diga-se de passagem, como seria isso possível, se aquela escola ainda não existia?!

As averiguações que se realizaram comprovaram, em primeiro lugar, que só durante o primeiro ano de funcionamento do grupo aquele quarto que a jovem designava como gabinete da diretora o fora de fato. Atualmente, nenhuma professora do colégio sabia disso, pois todas eram mais recentes na casa. E foi precisamente naquele ano de inauguração do grupo, que uma tia da jovem esteve visitando o grupo, levando-a no colo, sendo ela então uma criança de uma ano de idade.

Além disto nosso inconsciente assimila questões difíceis. Ele é capaz de reproduzir, com toda perfeição, conhecimentos que o consciente ignora, como seja o caso daquele açougueiro “que num acesso de mania, recitava páginas e páginas da ‘Fedra’, de Racine. Curado de sua mania, por mais esforços que fizesse, não conseguia recordar-se de um verso sequer. Declarou ter ouvido uma só vez a leitura dessa tragédia quando pequeno”.

Nossa memória inconsciente funciona como gravador ao longo de toda nossa vida, até a extrema anciania, até a morte. Por vezes despertam lembranças esquecidas desde decênios.

Mesmo na lida diária, o inconsciente, através do sonho, pode ajudar-nos a reencontrar objetos perdidos. A hipnose, que atinge as camadas do inconsciente, é também, por seu turno uma via muito eficiente para achar coisas extraviadas. A literatura especializada é pródiga em referir exemplos ilustrativos. Concluindo, podemos afirmar que todos os atos normais, extranormais, paranormais, conscientes ou inconscientes, arquivam-se para sempre na nossa memória inconsciente desde os primeiros dias de nossa existência. É o que se denomina de “pantomnésia”, em parapsicologia.

(Trecho do livro: Panorama da Parapsicologia ao alcance de todos- Edvino Augusto Friderichs-Editora Loyola)